Tudo estava indo muito bem: as águas dos rios corriam velozes, as árvores frutificavam como nunca, o céu estava límpido, o ar, puro. Enfim, a natureza permanecia em harmonia. O que ninguém esperava era que uma espécie, que também precisa de um ambiente saudável, pudesse transformá-lo em um ambiente caótico, poluído, feio. A destruição ambiental constitui, assim, a maior culpa do Homem ao longo dos séculos. Enquanto a humanidade crescia, a natureza "virgem", imaculada, só fez diminuir, sem falar nas espécies extintas: a harmonia, definitivamente, estava rota.
Lá no tribunal, porém, as coisas não iam nada bem. Era uma enxurrada de acusações, uma pior do que a outra. Uma das últimas fez menção ao sistema mais cruel dos tempos pós-modernos: o capitalismo. Aquele mesmo pelo qual é válido matar populações inteiras por um punhado de terras, sob as quais se encontram "valiosos" minérios. O mesmo capitalismo que deixa milhões de pessoas passarem fome porque não têm dinheiro para pagar os caros alimentos do mundo rico. Em nome do capitalismo, já morreram muitos, mas é de todo injusto culpar apenas o sistema, se quem o criou é o verdadeiro responsável.
O juiz, então, ouviu as partes e, quando ia dar a sentença, alguém se levantou e apresentou um argumento que mudou o rumo do veredicto: É verdade, a humanidade fez tudo isso, por outro lado, ela é a única capaz de consertar tais erros, de transformar essa realidade. O juiz parou, refletiu e compreendeu: achou melhor dar uma chance, concedeu-nos Liberdade Provisória.Aê, galera, esse foi um dos textos que fiz na preparação para o vestibular.
O tema era : "..focalize o ser humano como culpado e/ou inocente dentro do contexto social em que se encontra hoje..".
Gostaram? Não?
Certo, agora é sua vez!